Nascer


Uma história repugnante

 

CARLOS HEITOR CONY

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq1104200842.htm 

 

Trabalho jornalístico fala sobre o último elo de uma cadeia: o destino final dos fetos

 

DOIS JORNALISTAS ingleses, Michel Litchfield e Susan Kentish, fizeram há tempos uma ampla pesquisa sobre a indústria do aborto em Londres. O resultado foi um livro que causou espanto e merece, ao menos, uma reflexão de todos os que se preocupam com o assunto. "Babies for Burning" (bebês para queimar, editado pela Serpentine Press, de Londres) não é um ensaio sobre o aborto, mas um trabalho jornalístico sobre o último elo de uma cadeia: o destino final dos fetos que anualmente são retirados de ventres que não desejam ou não podem ter filhos ou "aquele filho".

No caso da Inglaterra, já existe uma lei, o "Abortion Act", de 1967, que permite a interrupção do processo de gravidez pela eliminação mecânica.

Os autores souberam, por meio de informações esparsas, que a indústria do aborto, como qualquer indústria moderna, tinha uma linha de subprodutos: a venda de fetos humanos para as fábricas de cosméticos. Durante a Segunda Guerra, os nazistas também exploraram esse ramo do negócio: matavam judeus aos milhões e aproveitavam a pele e a escassa gordura das vítimas para uma linha de subprodutos que iam de bolsas feitas de pele humana a sabões que lavavam os uniformes do Exército do 3º Reich.
Os ingleses não chegam a ser famosos pelas bolsas que fabricam, mas pelo chá e pelos sabonetes - os melhores do mundo.

Um "english soap" sempre me causou pasmo pela maciez, a consistência da espuma, a sensação de limpeza que dá a pele. Não podia suspeitar que tanto requinte pudesse ter -em alguns deles- as proteínas que só se encontram na carne -e carne humana por sinal. Desde que li o livro, cortei drasticamente dos meus hábitos de higiene o uso dos bons e estimulantes sabonetes ingleses. Aderi ao sabão de coco, honestamente subdesenvolvido, com cheiro de praia do Nordeste e eficácia múltipla, na cozinha ou no toucador.
Contam os jornalistas: "Quando nos encontramos em seu consultório, o ginecologista pediu à sua secretária que saísse da sala. Sentou-se ao lado de Litchfield, o que melhorou a gravação, pois o microfone estava dentro da sua maleta. O médico mostrou uma carta:

- "Este é um aviso do Ministério da Saúde", disse, com cara de enfado. "As autoridades obrigam a incineração dos fetos... não devemos vendê-los para nada... nem mesmo para a pesquisa cientifica... Este é o problema..."

- "Mas eu sei que o senhor vende fetos para uma fábrica de cosméticos e... e estou interessado em fazer uma oferta... também quero comprá-los para a minha indústria..."

- "Eu quero colaborar com o senhor, mas há problemas... Temos de observar a lei... As pessoas que moram nas vizinhanças estão se queixando do cheiro de carne humana queimada que sai do nosso incinerador. Dizem que cheira como um campo de extermínio nazista durante a guerra."

E continuou: "Oficialmente, não sei o que se passa com os fetos. Eles são preparados para serem incinerados e depois desaparecem. Não sei o que acontece com eles. Desaparecem. É tudo."

- "Por quanto o senhor está vendendo?"

- "Bem, tenho bebês muito grandes. É uma pena jogá-los no incinerador. Há uso melhor para eles. Fazemos muitos abortos tardios, somos especialistas nisso. Faço abortos que outros médicos não fazem. Fetos de sete meses. A lei estipula que o aborto pode ser feito quando o feto tem até 28 semanas. É o limite legal. Se a mãe está pronta para correr o risco, eu estou pronto para fazer a curetagem. Muitos dos bebês que tiro já estão totalmente formados e vivem um pouco antes de serem mortos.
Houve uma manhã em que havia quatro deles, um ao lado do outro, chorando como desesperados. Era uma pena jogá-los no incinerador porque tinham muita gordura que poderia ser comercializada. Se tivessem sido colocadas numa incubadeira poderiam sobreviver mas isso aqui não é berçário.

Não sou uma pessoa cruel, mas realista. Sou pago para livrar uma mulher de um bebê indesejado e não estaria desempenhando meu oficio se deixasse um bebê viver. E eles vivem, apesar disso, meia hora depois da curetagem. Tenho tido problemas com as enfermeiras, algumas desmaiam nos primeiros dias. "



Escrito por Nascer às 18h33
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Dia 29 de março, o povo 
deu um presente ao Brasil!


Você e o Comitê Estadual do Movimento Nacional em Defesa da
Vida - Brasil sem Aborto
   demos um presente à democracia!


                                                                                                                                   
Praça da Sé / SP          

         
                                                                                                                                                        
Praça da Sé / SP

Juristas, artistas, religiosos, cientistas, de diversas organizações e representantes de diferentes partidos políticos estiveram juntos no 2º Ato Público em Defesa da Vida 15 mil pessoas, na Praça da Sé, para gritar NÃO a um projeto de lei que, se aprovado, pode permitir que abortos neste país sejam feitos até o nono mês de gravidez.

Nosso grito de alerta já ecoa por todo o Brasil.

É assim que estamos ajudando a construir um país plural, fraterno
e digno para todos os brasileiros. Todos, sem nenhuma exceção.

Parabéns a nós, brasileiros, gente como você que tem a capacidade de
 se indignar e de se mobilizar para defender a vida do mais vulnerável:
O NENÊ NO VENTRE MATERNO


                                                      
Praça da Sé / SP


Fizeram pronunciamentos
neste 2º. Ato Público:

Advogada Dra. Marília de Castro, Coordenadora Estadual do Movimento
Nacional em Defesa da Vida , Brasil Sem Aborto,

Ex-Senadora Heloísa Helena,

Deputado Federal Luiz Bassuma, Presidente da Frente Parlamentar

em Defesa da Vida da Câmara Federal,

Dr. Rogério Amato, Secretário Estadual da Assistência e Desenvolvimento Social,

Deputado Federal Jorge Tadeu Mudalem, Relator do projeto de lei 1.135/91

Deputado Estadual Orlando Morando, Presidente da Frente Parlamentar

em Defesa da Vida contra o Aborto da Assembléia Legislativa de São Paulo,

Waldir Agnello, Vice-Presidente da Assembléia Legislativa do Estado de SP,

Dom Nelson Westrupp, Presidente do Conselho Episcopal da CNBB,

Cesar Perri, da Federação Espírita Brasileira (FEB),  

Daltro Izídio dos Santos, Igreja Presbiteriana Independente,

Ariovaldo Ramos, Igreja Batista,

Sra. Sueli Periotto, Pedagoga e Educadora da LBV,

E mais:

Dr. Cícero Harada, Presidente da Comissão da Defesa da República e
Democracia da OAB-SP,

Jaime Ferreira Lopes, Coordenador do Movimento Nacional em Defesa
da Vida – Brasil Sem Aborto,

Dom Joaquim Justino Carrera, Representante do Cardeal Dom Odilo
Scherer, da Arquidiocese de São Paulo,

Dra. Marlene Nobre, Médica Ginecologista - Presidente da Associação
Internacional dos Médicos Espíritas,

Dra. Maria Odete Duque Bertasi, Presidente do Instituto dos Advogados
de São Paulo,

Preletora Zuleide Amato, Vice Presidente da Assoc. Pomba Branca de
Mulheres da Seicho-No-Ie,

Luiz Carlos Gonzaga, Presidente da REBRATES,

Sra. Edicléia Generosa da Silva, Pastora da Comunidade Missionária Evangélica,

Dra. Lílian Piñero, Biomédica, Phd em Biologia Molecular, Presidente do Instituto
de Pesquisa de Células Tronco,

Dra. Alice Teixeira, Professora Associada de Biofísica da UNIFESP/EPM na
área de Biologia Celular.

Mais os artistas: Silvio Brito, Allan Vilches, Paula Zamp, Rose Santiago e Juliana Bragança, Lucas Mattiuzzu, Padre Marcelo Rossi e Padre Antônio Maria.

          Praça da Sé / SP




Escrito por Nascer às 12h23
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